Oindio: cultura e oportunidade na rede teve suas ações concentradas em duas linhas, sendo a primeira a consolidação do portal Oindio e a segunda focada no incentivo à expressão cultural Guarani. Desta forma o projeto apoiou a manutenção de dois núcleos de comunicação nas aldeias Limeira – SC e Añetete – PR, atividades culturais e artísticas, construção de roteiros e gravação de vídeos e documentários e oficinas para construção de peças de teatais, além de promover a I Mostra de Cultura e Arte Guarani.

Thursday, May 16, 2013

A Aldeia Kuaray Guatá Porã


Tekoa Kuaray Guatá Porã  oĩ Guaraqueçaba – PR py.
Tekoa ombo ypy Francisco Karai Jejoko Timóteo a'e he ta rã kuery  ou a'e  py 1986 j'ave Jypy'i Ikuai Campo de aviação py ha'e  gui ova Cerco Grande py, teko oĩ ha'e Py aỹ peve.
Ha'e va'e yvy ombo ery kuaray Guata Porã, ha'e py nhande keury ikuaĩ, tekoa py ikuai va'e mbya kuery memẽ.
Ay tekoa py ikuai 12 famílias a'e 52 pessoas a'ejavi vy. Ha'e py ikuai va'e kuery ojapo mba'e mõ porã ovende amã, ha'e cesta básica funai ome'ẽ, ha'e omõgue omba'e apo jurua pe.


A Aldeia Kuaray Guatá Porã está localizada no município de Guaraqueçaba no litoral do Paraná.                                                                                             A história da aldeia começa com a chegada do senhor Francisco Karai Jejoko Timóteo e sua família no ano de 1986, primeiro eles tentaram se estabelecer no campo de aviação, depois mudaram para o cerco que hoje é a atual aldeia. O Sr. Francisco se estabeleceu no Cerco Grande que ainda se encontra em situação jurídica de identificação, tendo com documento a portaria 615, publicado em 12/06/2008 que compreende uma área de 201.891 hectares. A posse destas terras foi somente oficializada pelo decreto municipal 640/2008, criado em 30 de novembro de 2008, totalizando uma área de 27 hectarres. A aldeia foi batizada de Kuaray Guatá Porã ali se desenvolve o ‘’Nhadereko’’- Modo de ser Guarani. Os guaranis que vivem na aldeia e no litoral de Paranaguá, identificam-se como mbyá, o mbyá foi traduzido como muita gente num só lugar.            
            
Segundo Dona Tereza Morinica,

“a comunidade foi mudando com o passar dos anos, antes cultivavam algumas plantas como milho, batata e fumo. A vida mudou bastante, em algumas coisas melhorou. A comida hoje não é tão difícil de arrumar. Mas hoje é difícil de manter os costumes, porque nós índios não temos mais a liberdade de entrar tanto na casa de reza.”

Ela também diz: “Meu pai era quem organizava as rezas e rituais, nós fazíamos o batismo das crianças e também batismo do mel e milho”. Atualmente vivem na comunidade cerca de 12 famílias, totalizando 52 pessoas, 17 mulheres, 11 homens e 24 crianças. A comunidade é coordenada por um cacique e por um Xamõi. E sobrevivem da produção e venda de artesanato, extração e venda de palmito, de benefícios assistenciais, como: doações de cestas básicas e bolsa família, algumas pessoas trabalham fora da comunidade para não indígenas.


 Por Elisete Florentino e Gilson Thiago Florentino
Kuaray Guatá Porã

Outubro 2012

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