Tekoa Kuaray Guatá Porã oĩ Guaraqueçaba – PR py.
Tekoa ombo ypy Francisco Karai
Jejoko Timóteo a'e he ta rã kuery ou
a'e py 1986 j'ave Jypy'i Ikuai Campo de
aviação py ha'e gui ova Cerco Grande py,
teko oĩ ha'e Py aỹ peve.
Ha'e va'e yvy ombo ery kuaray
Guata Porã, ha'e py nhande keury ikuaĩ, tekoa py ikuai va'e mbya kuery memẽ.
Ay tekoa py ikuai 12 famílias a'e
52 pessoas a'ejavi vy. Ha'e py ikuai va'e kuery ojapo mba'e mõ porã ovende amã,
ha'e cesta básica funai ome'ẽ, ha'e omõgue omba'e apo jurua pe.
“a comunidade foi mudando com o passar dos anos, antes
cultivavam algumas plantas como milho, batata e fumo. A vida mudou bastante, em
algumas coisas melhorou. A comida hoje não é tão difícil de arrumar. Mas hoje é
difícil de manter os costumes, porque nós índios não temos mais a liberdade de
entrar tanto na casa de reza.”
Por Elisete Florentino e Gilson Thiago Florentino
A Aldeia Kuaray Guatá Porã está
localizada no município de Guaraqueçaba no litoral do Paraná. A
história da aldeia começa com a chegada do senhor Francisco Karai Jejoko
Timóteo e sua família no ano de 1986, primeiro eles tentaram se estabelecer no
campo de aviação, depois mudaram para o cerco que hoje é a atual aldeia. O Sr.
Francisco se estabeleceu no Cerco Grande que ainda se encontra em situação jurídica
de identificação, tendo com documento a portaria 615, publicado em 12/06/2008
que compreende uma área de 201.891 hectares. A posse destas terras foi somente
oficializada pelo decreto municipal 640/2008, criado em 30 de novembro de 2008,
totalizando uma área de 27 hectarres. A
aldeia foi batizada de Kuaray Guatá Porã ali se desenvolve o ‘’Nhadereko’’-
Modo de ser Guarani. Os guaranis que vivem na aldeia e no litoral de Paranaguá,
identificam-se como mbyá, o mbyá foi traduzido como muita gente num só lugar.
Segundo
Dona Tereza Morinica,
Ela também
diz: “Meu pai era quem organizava as rezas e rituais, nós fazíamos o batismo
das crianças e também batismo do mel e milho”. Atualmente
vivem na comunidade cerca de 12 famílias, totalizando 52 pessoas, 17 mulheres,
11 homens e 24 crianças. A comunidade é coordenada por um cacique e por um
Xamõi. E sobrevivem da produção e venda de artesanato, extração e venda de
palmito, de benefícios assistenciais, como: doações de cestas básicas e bolsa
família, algumas pessoas trabalham fora da comunidade para não indígenas.
Kuaray Guatá Porã
Outubro 2012
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