Oindio: cultura e oportunidade na rede teve suas ações concentradas em duas linhas, sendo a primeira a consolidação do portal Oindio e a segunda focada no incentivo à expressão cultural Guarani. Desta forma o projeto apoiou a manutenção de dois núcleos de comunicação nas aldeias Limeira – SC e Añetete – PR, atividades culturais e artísticas, construção de roteiros e gravação de vídeos e documentários e oficinas para construção de peças de teatais, além de promover a I Mostra de Cultura e Arte Guarani.

Tuesday, May 28, 2013

Atividades de sensibilização Projeto Tekoha Sustentável

O projeto Tekoha Sustentável está sendo desenvolvido diretamente nas aldeias de Limeira/SC, Lebre/ PR e Ocoi/PR, com a implementação de áreas de reflorestamento e agrofloresta e indiretamente nas aldeias de Koē Ju Porã/PR e Nhengatu/SC, com a participação de representantes no curso de Agentes Ambientais, que envolvem 16 jovens destas aldeias. O projeto busca além das áreas de reflorestamento a sensibilização e conscientização ambiental de forma sustentável, na busca por novas soluções e alternativas para a melhoria da qualidade de vida das famílias que residem na comunidade, que consequentemente irão refletir para as futuras gerações.
Nas aldeias de Limeira/SC, Lebre/PR e Ocoi/PR estão sendo organizadas algumas atividades de sensibilização juntamente com as escolas. Tais atividades buscam envolver os estudantes e comunidade em geral na abordagem de temas sobre o meio ambiente e questões ligadas à sustentabilidade. Estas atividades vão desde elaboração de desenhos, gravação de vídeos, de gincanas e jogos com temas voltados ao meio ambiente, plantio de árvores, entre outros.
Para iniciar as atividades de sensibilização foram realizados vídeo de apresentação onde os estudantes falam de si e mostram um pouco de sua comunidade.
Os vídeos foram feitos com alunos do 5º ano ao 8º ano da escola Carlos Alberto Cabreira Machado da aldeia Lebre, que após gravarem os vídeos de apresentação, realizaram passeio mostrando a aldeia e seu dia a dia. Os estudantes entenderam a lógica das atividades e sem um roteiro pré definido foram mostrando a natureza e o que ela oferece para eles na aldeia, desde os alimentos como a batata doce, a planta que oferece as contas de rosário muito utilizadas pelos guaranis na confecção de artesanato.
Confira no link abaixo a fala dos alunos de Lebre: http://youtu.be/U_CMp0UuDTQ
Já em Tekoha Ocoí a turma escolhida para fazer parte das atividades de sensibilização foi a do 8º ano e alguns alunos do 2º ano Ensino Médio na escola Teko Ñemoingo. No vídeo os estudantes falam de si, sobre o que mais gostam de fazer e de estudar fazendo menção a sua aldeia e sua cultura.
Abaixo o vídeo dos estudantes de Tekoha Ocoí: http://youtu.be/IkRaKQ-Cgro
No decorrer do projeto outras atividades serão realizadas e compartilhadas entre as aldeias e entre estudantes Italianos.
Por Equipe Outro Olhar

Thursday, May 16, 2013

Colorindo Minha Aldeia



Durante visita de apresentação do projeto Ambiente Inteiro, realizada na aldeia de Kuaray Guatá Porã, fomos agraciadas pelo colorido e beleza das pinturas ao redor da casa de cultura, que está sendo utilizada pela comunidade como escola. Os desenhos foram feitos pelos alunos sob orientação do professor de artes.
Nos desenhos foram retratados animais, pássaros, flores, as árvores, as casas e muita imaginação dos alunos, que aproveitaram para manisfestar nas paredes entorno da casa,  as belezas existentes na aldeia.
Mas além das belezas naturais, nas pinturas muito mais  do que uma atividade de artes, conseguiram retratrar e registrar a harmonia e preocupação com a natureza e o meio em que vivem.
A aldeia de Kuaray Guatá Porã  embeleza e enche os olhos de quem a  visita e agora ainda mais com a magia do colorido da casa de cultura.




Novembro 2012

Participar bem diretinho não é só querer, é também pensar.



Eu gosto de escrever. Mais não é escrever com fins literários, o meu é mais um anotar para lutar contra a minha má memória. Estou com medo de esquecer, então o meu combate ao esquecimento é ter sempre comigo uma caneta e pelo menos um pedaço de papel.
Quando estou de viagem tudo é mais organizado e com uma caneta junto  levo uma agenda. Aqui no Brasil tenho duas agendas: uma, bem pequeninha, para ela caber na bolsa  ou no bolso,  que sempre levo comigo e uma maior que é aquela dos pensamentos da noite, antes de adormecer.
Muitas vezes nem as palavras escritas nas agendas têm verdadeiro sentido, são mais descrições de imagens e momentos que assim ficam lá congeladas sobre o papel, situações, nomes, números e lembranças diferentes, flores secas, santinhos, publicidades e coisas, coisas e coisas. Alguém poderia afirmar que gosto de acumular: infelizmente sim, sofro desta doença moderna, acumúlo coisas sem um valor aparente para eu não esquecer.
Antecipei esta premissa porque foi mesmo  uma das muitas frases lá numa das minhas agendas que me deu vontade de começar escrever estas palavras.
Era o dia 11 de Outubro de 2012, dia da visita na Aldeia Rio d’Areia, no município de Inácio Martins - PR (assim aparece escrito lá na página da agenda). Um lugar lindo demais, um refúgio mergulhado em milhões de nuances de verdes diferentes, que naquele dia, aos meus olhos, pareciam como pintadas por causa da luz do sol estar  atrás das nuvens, e do vento, bastante frio, mexendo o mato sem uma regra.
Lá na minha página de agenda encontro escrito o seguinte, depois da data e da localização:
URUKURE’A à Coruja.
PIRA à Peixe.
Comunicação como necessidade.
Participar bem direitinho não é só querer, é também pensar.”
Como já escrevi, frequentemente, as palavras que aparecem na agenda não têm sentido aparente para ninguém que não seja eu. Claro que com algumas informações relativas à situação e ao contexto  tudo pode se decodificar e esclarecer, por isso, explicarei, que é para mim também uma boa maneira para reorganizar a experiência. 
As primeiras duas palavras urukure’a e pira, com as traduções em português, podem dar a ideia de contextualização no espaço;  a gente teve um encontro com o cacique da Aldeia Rio d’Areia e outros moradores para apresentar um projeto recém aprovado. O encontro foi numa sala da escola da Aldeia e tinha lá alguns desenhos pendurados na parede com palavras em guarani com tradução em português. Dessas palavras as duas anotadas chamaram a minha atenção, coruja porque é um pássaro do qual gosto muito e peixe porque achei a palavra pira muito linda e simples, mais do que peixe.
A frase relativa à comunicação ficou na agenda porque a Silmara, apresentando as atividades do projeto, falou da importância da comunicação, melhor ser partilhada, como meio para divulgar os êxitos e para discutir as eventuais dificuldades. Acho também importante, aliás, necessário, saber comunicar, comunicar para fazer conhecer e a fala da Silmara deu-me inspiração para algumas atividades a ser desenvolvidas em oficinas de formação no futuro.
Na terceira frase tem as palavras do cacique da Aldeia comentando a proposta de participação no projeto. Achei o conceito que ele exprimiu uma filosofia a compartilhar e lembrar, a ver com as responsabilidades de cada um de se envolver nas situações da vida porque é bem que para tomar decisões exista uma verdadeira vontade, que é preciso para levar até ao fim o que se começa. Compartilho a visão do cacique, às vezes nunca encontramos as palavras certas para exprimir um conceito até quando outras pessoas, que tem uma visão semelhante, as comunicam, numa maneira tão simples e concreta que sempre fico achando: porque nunca consegui falar do mesmo jeito?!? 
Obrigada ao cacique porque é sempre um bom dia pra aprender e para descobrir pensamentos que talvez já estejam na cabeça (sem repararmos)!
Por Simona Barranca
Voluntaria SVE I - Joint
Outubro 2012

A Aldeia Kuaray Guatá Porã


Tekoa Kuaray Guatá Porã  oĩ Guaraqueçaba – PR py.
Tekoa ombo ypy Francisco Karai Jejoko Timóteo a'e he ta rã kuery  ou a'e  py 1986 j'ave Jypy'i Ikuai Campo de aviação py ha'e  gui ova Cerco Grande py, teko oĩ ha'e Py aỹ peve.
Ha'e va'e yvy ombo ery kuaray Guata Porã, ha'e py nhande keury ikuaĩ, tekoa py ikuai va'e mbya kuery memẽ.
Ay tekoa py ikuai 12 famílias a'e 52 pessoas a'ejavi vy. Ha'e py ikuai va'e kuery ojapo mba'e mõ porã ovende amã, ha'e cesta básica funai ome'ẽ, ha'e omõgue omba'e apo jurua pe.


A Aldeia Kuaray Guatá Porã está localizada no município de Guaraqueçaba no litoral do Paraná.                                                                                             A história da aldeia começa com a chegada do senhor Francisco Karai Jejoko Timóteo e sua família no ano de 1986, primeiro eles tentaram se estabelecer no campo de aviação, depois mudaram para o cerco que hoje é a atual aldeia. O Sr. Francisco se estabeleceu no Cerco Grande que ainda se encontra em situação jurídica de identificação, tendo com documento a portaria 615, publicado em 12/06/2008 que compreende uma área de 201.891 hectares. A posse destas terras foi somente oficializada pelo decreto municipal 640/2008, criado em 30 de novembro de 2008, totalizando uma área de 27 hectarres. A aldeia foi batizada de Kuaray Guatá Porã ali se desenvolve o ‘’Nhadereko’’- Modo de ser Guarani. Os guaranis que vivem na aldeia e no litoral de Paranaguá, identificam-se como mbyá, o mbyá foi traduzido como muita gente num só lugar.            
            
Segundo Dona Tereza Morinica,

“a comunidade foi mudando com o passar dos anos, antes cultivavam algumas plantas como milho, batata e fumo. A vida mudou bastante, em algumas coisas melhorou. A comida hoje não é tão difícil de arrumar. Mas hoje é difícil de manter os costumes, porque nós índios não temos mais a liberdade de entrar tanto na casa de reza.”

Ela também diz: “Meu pai era quem organizava as rezas e rituais, nós fazíamos o batismo das crianças e também batismo do mel e milho”. Atualmente vivem na comunidade cerca de 12 famílias, totalizando 52 pessoas, 17 mulheres, 11 homens e 24 crianças. A comunidade é coordenada por um cacique e por um Xamõi. E sobrevivem da produção e venda de artesanato, extração e venda de palmito, de benefícios assistenciais, como: doações de cestas básicas e bolsa família, algumas pessoas trabalham fora da comunidade para não indígenas.


 Por Elisete Florentino e Gilson Thiago Florentino
Kuaray Guatá Porã

Outubro 2012

Histórico Aldeia Rio d'Areia



Yma 1930 rupi nhande kuery ikuai Ypyiraka'e va'eri maraevve ndoikuaai ranke okuapy, jurua kuery voi ndoikuaai.
Ikuaaia rami rei'i ikuaai raka'e , vixo kaaguy re rive  'i okaru.
Pindo rũ'a rei ei re ha'e gui pirare. Opy i re Ikuai xamoi kuery xaryi kuery, avakeu oje'oi ka'agauy re joupive pive, ojou'i va'e  omboja'o paṽe reve.                                                                                
1965 rupy ma ojekuaa ko'e tekoa rio d' areia. Hb'e jave ma 12 omenda ca'e kuery ikuai, kova'e tekoa ma opyia, minicípio de Inácio Martins tetã gui Opyia, 45 km teko. Hae jave py OĨ Vakae Cacique Antonio Julio Pires de Lima Aỹ, cacique Oĩ  vae Ru antonio Pires de lima Filho (toninho).
Ha'e ejave lidernaça nhamairumba oje'oi Curitiba re ha'e rami py Funai Oikevy o'pytyvõ tekoa a demarca aguã.
Aỹ ma  kova tekoa o demarca pama, ha'e javi vy oi 128056 há.
Aỹ cacaqiue Oi va'e ojapo, heta , proejeto, oqueveko, comunidade pegua, hav” javive Oyganã'i are amo'eapo aguá, ka'a ovende, ei, pira, oi, hani associação comunitária.


A aldeia Rio D'Areia está localizada no município de Inácio Martins -PR, distante 45 km da cidade.
Segundo dona Maria Conceição, mãe do atual Cacique, por volta de 1930 um grupo de Mbyá - Guarani, veio de vários lugares, na época não tinham organização entre eles e as famílias viviam conforme o Xamoi ordenava, viviam juntos, pois ninguém tinha sustento próprio. Os guaranis sobreviviam de caça, pesca e da coleta do mel, etc.
Na época eles não tinham contato com os não índios e viviam isolados, destaca que não houve conflitos entre os indígenas e os não indígenas.  Todos os homens da comunidade se uniam e faziam as atividades juntos, como: a caça e a pesca e a coleta do mel. Compartilhavam tudo o que achavam com a comunidade na Opy.
No ano de 1965 foi localizado a aldeia de Rio d' Areia, com 12 famílias por um não índio que era funcionário da Funai. O Cacique Antonio Julio Pires de Lima era o 5º da aldeia na época e era pai do atual Cacique.
Em 1975 a comunidade começou a se organizar tinham lideranças, Xamoĩs e começaram a ir até Curitiba e Brasília para participar de reuniões na luta pela demarcação da área. Com a ajuda da Funai conseguiram a demarcação 1.280,56 hectares.
Atualmente vivem na aldeia 25 famílias, totalizando110 pessoas, sendo 35 mulheres, 34 homens e 35 crianças.                                                                                                                              
A organização da comunidade é feita pelo Cacique e pelo vice- cacique e demais lideranças, orientados pelo Xamoi.
Com o atual Cacique estão sendo organizadas várias atividades dentro da aldeia, juntamente com as lideranças, xamois, estão sendo implantados projetos para a geração de renda das famílias. A aldeia possui uma Associação Comunitária, projetos de apicultura, reflorestamento e tanques para criar peixes.

Daniel Papa Verríssimo
Aldeia Rio D'Areia
Outubro 2012

Histórico Aldeia Koẽ Ju Porã


Tekoa Ko'e Ju Porã ma Oi Turvo- PR Py, kova'a tekoa ma pongue kuery rery py odemarca va'ekue. Nhande kuery a py ikuai'rã 20 omenda va'e kuery, ha'a javi vy oi rã 79,22 kunhague 19 avankue ha'eui 35 kurigue.
Tekoha koe'e ju Porã oi ma 12 ma'eety re, ijypy'ire ma ikuai raka'e 5 omenda”i va'e, ha'e jave ikuai va”e kue amongue'i  ma ikuaai teri kova'e tekoa py. Cacique Cornélio oipytyvõ ramo ou vê tema amboae tekoa gui, ha'e jave rupi tekoa rã va'e ka'e ka'aguy pa teri.
Ngoo rã ojapo ha'e rupi ikuai aguã, nhuu gui, 2005 gui oo pyavu ojapo ma governo om'e va'e ekue ay ma oi posto de saúde, escola, poço artesiano.
Cacique ojapo organização comunidade reve, va'e ri xamoĩ opita va'e ma jipoi kova'e tekoa py. Nhande kuery ha'e py ikuai va'e ka'a ovendea re rive ikuai oyaganã aguã perata ha'e gui pinho rapo avi.



A aldeia koẽ Ju Porã está localizada no município de Turvo – PR, pertence a Terra Indígena de Marrecas (que foi registrada em 1985 pela portaria nº. 1620/E184).
Vivem na aldeia 20 famílias da etnia guarani, cerca de 79 pessoas, sendo 22 mulheres, 19 homens e 35 crianças.
À aldeia Koẽ Ju Porã existe há mais de 12 anos, inicialmente viviam na aldeia 05 famílias, os primeiros moradores foram os familiares do Sr. Ramon e família do Sr. Inocêncio, como os mais velhos foram morrendo, outras famílias vieram de outras comunidades guaranis, principalmente com a ajuda do Cacique Pedro Cornélio, que incentivou as famílias a permanecerem na aldeia de Koẽ Ju Porã. Quando os primeiros moradores chegaram tinha muito mata, com muitos pinheiros.
Para abrigar-se em descansar foram construindo casas para as famílias, muitas cobertas de palha. A partir de 2005 a aldeia foi sendo melhor estruturada, hoje as famílias possuem casas, tem posto de saúde (com atendimento médico), escola e poço artesiano com água tratada.
A organização da comunidade é feita pelo Cacique, que é a pessoa mais velha da comunidade. E no momento não tem líder espiritual (Xamõi).
As principais atividades que geram renda na comunidade são o extrativismo de erva mate, nós de pinho e pinhão. 
Elizia Yva Rete Veríssimo
Aldeia Koẽ Ju Porã

Outubro 2012 

Histórico das aldeias produzido pelos jovens do Formando em Rede


Uma das atividades realizadas pelos jovens que fazem parte do programa de formação Formando em Rede, foi realizar uma pesquisa  histórica sobre formação de suas aldeias. Para a relização da pesquisa os jovens entervistaram pessoas mais velhas da comunidade, lideranças, professores e, buscaram em livros e em outras fontes informações que retratam a história da aldeia.
Nos textos abaixo um breve histórico das aldeias de Kuaray Guatá Porã, Koẽ Ju Porã e Rio da Areia.

Outubro 2012

Apresentação Coral Guarani



A Escola Estadual Indígena Arandu Mirĩ juntamente com a comunidade da aldeia Rio D’ Areia formou um coral com alunos do ensino fundamental, o grupo realiza apresentações na escola e no seu entorno.
No vídeo abaixo podemos conferir uma das apresentações Realizadas durante visita da Outro Olhar na comunidade em julho deste ano.


Setembro 2012

Oindio: Depoimentos e Entrevistas



O projeto Oindio teve seu encerramento em junho de 2012, suas atividades caracterizaram-se por oficinas de teatro, fotografia e vídeos. Além da realização da I Mostra de Cultura e Arte Guarani, que proporcionou a todos momentos de encantamento, com a apresentação dos teatros, curtas e fotografias produzidos pelos jovens das aldeias que participaram do projeto, sendo também um importante momento para debate da cultura guarani.                   
Para finalizar o projeto, ouvimos os jovens e coordenadores dos grupos, das aldeias de Limeira, Añetete, Lebre, Kuaray Guatá Porã, com o objetivo de avaliar e também mostrar o olhar de todos sobre as atividades realizadas e a relevância das mesmas no processo de empoderamento da cultura Guarani pelos jovens.                                                                                                                      
No vídeo abaixo confiram os depoimentos e os momentos que marcaram as diversas fases do projeto.


Setembro 2012

Wednesday, May 15, 2013

A importância de conhecermos a história Guarani


Em uma  das atividades desenvolvidas durante a oficina de metodologia de pesquisa realizada durante a primeira etapa do projeto Formando em Rede, que aconteceu de 23 a 29 de julho de 2012, foi trabalhado sobre a importância dos jovens conhecerem a história indígena Guarani. Foi perguntado aos jovens se consideram importante conhecer a sua própria história.
 Leiam abaixo algumas das respostas:

“É importante para nós, é com ela que podemos ter o direito de ser um povo diferente por ter uma cultura diferente que nossos antepassados deixaram suas histórias bem protegidas na terra que estão sendo usadas como armas nocivas. E como nos ensinaram a ler e escrever, e tudo que foi escrito são provas, vamos usar a escrita para registar a escrever a história como é contada pelos nossos avós, para deixar essas histórias para nossos filhos e netos.”    
Silvones Karai Martins - Aldeia Limeira 


“É importante sim, atravéz dos nossos antepassados hoje estamos aqui para representar a história dos povos indígenas guaranis. A história dos Guaranis é herança do passado é um elemento que não podemos esquecer.”  
Eliza Veríssimo- Aldeia Koẽ Jú Porã




“Sim, é importante conhecer a  história porque faz parte da nossa realidade. Conhecer o nosso  passado da nossa geração é importante para nós sabermos como foi e como era, pra nós conseguirmos gerar uma nova história. A história faz parte do nosso dia a dia, precisamos conhecer a nossa história para sermos reconhecidos no mundo atual.”

Gabriel Kunumi Tupã Reta Martines- Aldeia  Koẽ Jú Porã 


“Sim, o conhecimento faz com que seja passado para outras gerações. Apesar de que são poucas as pessoas que sabem, principalmente as pessoas mais velhas, as histórias contadas são as que passaram no decorrer dos anos com o nosso povo.”

Elisete – Aldeia Kuaray Guatá Porã 




“Sim, porque a história antiga dos guaranis é real, poucas pessoas conhecem essa história,  precisamos levar o conhecimento para outras gerações, para não perder a cultura, religião. Hoje em dia, poucas pessoas da comunidade ainda preservam os costumes, essas pessoas mais velhas que gostam de praticar a religião na Opy, danças e cantos praticamente todos os dias.”

Daniel Papa Veríssimo – Aldeia Rio D'Areia



“Sim, porque é preciso conhecer a história do mundo e das tradições sociais, culturais e políticas de um povo. É importante conhecer as histórias do passado, que estão sempre presente da nossa vida.” 

Geni – Tekoha Añetete



“Sim, é importante porque as história nos faz entender do passado e a realidade que hoje vivemos. E para não se perder a cultura indígenas principalmente a língua.”

Ademir- Aldeia Ocoy







“Sim, é importante porque para não perder as tradições, costumes, línguas é preciso saber como foi essas tradições no passado e continuar utilizando para lembrar sempre que não podemos abandonar os costumes indígenas.
                                                Daniela – Palmeirinha do Iguaçu



Agosto 2012











Formando em Rede - Módulo I


Entre os dias 23 e 27 de julho de 2012 aconteceu a primeira fase do projeto Formando em Rede, participaram 16 jovens, representantes das oito aldeias que compõem a Rede Solidária Popyguá.













Foram dias de muito trabalho e dedicação, nos quais foram trabalhados temas relacionados a História Indígena, Legislação, Políticas Públicas, Oficinas de Fotografia, Vídeo e Informática e finalizado com Metodologias de Pesquisa, para que os jovens possam ter  ferramentas para desenvolverem uma pesquisa sobre a história de suas aldeias.
O projeto Formando em Rede tem o apoio da Associação de Voluntariado Internacional - Shishu e da CEI - Conferência Episcopal Italiana, contamos ainda com parcerias locais da Faculdade Guarapuava, Associação Joint e Centro de Formação Juan Diego. Além da participação de representenates destas entidades contamos com a participação do Coordenador do Caop Indígena Drº Bueno, que palestrou sobre legislação indígena direitos e deveres.
Nosso muito obrigado aos parceiros, amigos e colaboradores!
Um abraço especial aos jovens e suas comunidades por aceitarem este desafio.

Por Equipe Outro Olhar.
Guarapuava - Pr

Agosto 2012





Maio 2012



























O orgulho de ser Índio



O que é ser índio? Para mim é muito bom, me orgulho de ser índio, não sei se todas as pessoas da minha família ou das outras comunidades são assim ou pensam como eu. Mas eu gosto de ser índio porque nós temos muitas diferenças dos não índios. Nós não nos preocupamos muito em ter uma casa boa, ou seja, feita de material, em ter dinheiro, ter carro, etc.

Mas apesar de tudo nós também estamos mudando o nosso jeito de viver, porque pelo que falam, nós índios vivíamos da caça e pesca, mas hoje isso não existe mais.

Mas nós Índios Guaranis Mbyá da aldeia Kuaray Guatá Porã – Cerco Grande, município de Guaraqueçaba temos orgulho da nossa cultura e ainda não perdemos a nossa fala, ou seja, ainda falamos a nossa língua, que é o Mbyá Guarani.

Por Anísio M. dos Santos
Aldeia Kuaray Guatá Porã

Maio 2012

Circuito de exposição de fotos e exibição de curtas pelas aldeias Guaranis



Está acontecendo durante todo o mês de maio nas comunidades Guaranis que fazem parte da Rede Solidária Popyguá, a exposição de fotos “Olhar Guarani sobre a sua Cultura e Arte” e a exibição dos curtas Guaranis produzidos pelos jovens do projeto Oindio: cultura e oportunidade na rede.

Destacamos abaixo as últimas atividades realizadas:
Aldeia Pindoty - Palmeirinha do Iguaçu - TI Mangueirinha: a atividade foi realizada no dia 15 de maio, teve o apoio das lideranças e direção da escola indígena da comunidade. Foi um momento significativo para todos, onde foi possível observar a importância de registrar a cultura Guarani para a manutenção da mesma entre as futuras gerações. Nos corredores da escola o olhar curioso de todos ao ver as fotos da comunidade e das demais comunidades Guaranis.




Aldeia Limeira – TI Xapecó: Dando sequência às atividades no dia 16 a exposição chegou até a comunidade e foi montada com o auxilio do grupo Mbyá Encenando. Durante todo o dia a comunidade pode conferir as fotos e assistir aos curtas. Sem dúvida o cenário era encantador, misturando a tecnologia com a beleza da Opy-Casa de Reza que tem as paredes revestidas pelo barro. No sorriso e olhar de todos era visível a satisfação e reconhecimento da importância do projeto e da atividade para a comunidade, que a partir de então reconstrói a sua história e o modo de ser guarani.




Aldeia Rio D’Areia - TI Rio D’Areia: A comunidade de Rio d’Areia recebeu com satisfação a exposição de fotos e a exibição dos curtas no dia 21 de maio. Organizamos a atividade na Escola Estadual Arandu Miri, com o apoio da direção e lideranças da comunidade. Ficamos agraciados com a participação da comunidade, pela presença maciça na atividade e mesmo não tendo participado diretamente das oficinas e do projeto Oindio, ao final do dia quando realizamos reunião com algumas lideranças e comunidade, demonstrou muito interesse em realizar atividades similares com os jovens, pensando no fortalecimento do grupo cultural já existente na comunidade. Sem dúvida foi um momento de satisfação para a equipe, que pode sentir a relevância da atividade na preservação e divulgação da cultura guarani.




Aldeia Tapixi – Lebre – TI Rio das Cobras: No dia 24 de maio realizamos a exibição dos curtas guaranis e a exposição de fotografias para a comunidade de Lebre. A atividade foi realizada na Escola Estadual Indígena Antonio Carlos Cabreira Machado e teve apoio da direção, professores e lideranças da comunidade. Mesmo com uma intensa chuva, a comunidade compareceu e pode ver o trabalho realizado pelos grupos culturais e principalmente prestigiar o trabalho do grupo Tape Porã.  Que conta com o apoio do coordenador Natalício e do Cacique Ananias para a continuidade e motivação na realização das atividades.



Na próxima semana a Aldeia de Ko’e Ju Porã receberá a exposição de fotos e a exibição dos curtas guaranis, encerrando assim está etapa do projeto.

Maio 2012

Apresentação de Peças Teatrais e Curtas


As apresentações das peças de teatro foram muito recompensadoras, para o público uma arte que trouxe ao palco importantes momentos culturais, misturando o presente com o passado e para os jovens artistas a redescoberta das lendas guaranis assim como importantes cerimônias. As peças foram escritas pelos próprios artistas a partir das oficinas de teatro que foram realizadas durante as atividades do projeto Oindio.






Assim como o trabalho de produção dos curtas foi protagonizado pelos grupos culturais que, em documentário e em lendas, produziram importantes histórias a partir do modo guarani de ser. Sendo que, esses curtas foram exibidos durante a mostra e receberam vários elogios.
Por decisão dos grupos os dvds com os curtas não serão comercializados, serão exibidos juntamente com a exposição de fotografias que irá percorrer algumas instituições de Guarapuava e região, bem como, as aldeias de Tekoha Añetete, Tekoha Ocoy, Kuaray Guatá Porã, Limeira, Palmeirinha do Iguaçu, Lebre, Ko’e Ju Porã e Rio d’Areia.




Abril 2012