Mbyá Encenando é composto em sua maioria
por adolescente e está criando a sua segunda peça sob o título de Menino Arco Íris,
as próximas oficinas deverão ser de construção de cenas, técnicas de presença
de palco e ensaios gerais.
Oindio: cultura e oportunidade na rede teve suas ações concentradas em duas linhas, sendo a primeira a consolidação do portal Oindio e a segunda focada no incentivo à expressão cultural Guarani. Desta forma o projeto apoiou a manutenção de dois núcleos de comunicação nas aldeias Limeira – SC e Añetete – PR, atividades culturais e artísticas, construção de roteiros e gravação de vídeos e documentários e oficinas para construção de peças de teatais, além de promover a I Mostra de Cultura e Arte Guarani.
Tuesday, October 1, 2013
Oficinas de Teatro
Atividades Tekoha Sustentável
No mês de setembro de 2013
iniciaram as atividades de plantio das espécies frutíferas nas aldeias de
Limeira, Ocoí e Tapixi.
Foram entregues até o momento dois lotes, o primeiro
com mudas de pêssego, ameixa, pera, figo e caqui. Já no segundo lote foram
entregues as espécies cítricas, como: laranja, pokam, bergamotas, limão e
tangerina, estas espécies exóticas irão compor as áreas de agrofloresta, que
deverá ser consorciada com espécies nativas, medicinais, espécies utilizadas
para a confecção de artesanato e melíferas.
O plantio das mudas foi realizado
pelos agentes ambientais com o auxílio da comunidade e com destaque para a presença
dos jovens, sob orientação do técnico Florestal da Outro Olhar.
Em algumas aldeias, como por
exemplo, em Limeira os alunos do ensino fundamental participaram e auxiliaram no
plantio de algumas mudas.
Na próxima semana será entregue o
terceiro lote, contamos com o apoio de todos para a mobilização da comunidade,
pois com a realização do trabalho em equipe poderemos melhorar a qualidade de
vida da comunidade como um todo e garantir a sobrevivência de muitas espécies
vegetais e animais que estão em processo de extinção e assim amenizar a degradação
ambiental.
Por Outro Olhar
Friday, September 6, 2013
Agentes Ambientais e Desenvolvimento
Entre os dias 03 e 06 de setembro aconteceu o último módulo do Curso de Agentes Ambientais e Desenvolvimento. Nesta etapa a temática principal abordada foi o empreendedorismo e gestão, após receberem noções e conceitos sobre o tema, os agentes passaram a pensar em desenvolver o seu próprio empreendimento. Para isso a partir do conhecimento que obtiveram irão realizar pesquisa de mercado e desenvolver o seu próprio plano de negócio.
Na ocasião os jovens também visitaram o Parque Municipal das Araucárias e o IAP- Instituto Ambiental do Paraná, ambos em Guarapuava, momento importante para esclarecer dúvidas sobre manejo e plantio das espécies.
Além da participação no curso os Agentes Ambientais e Desenvolvimento possuem a função de serem os responsáveis pelas áreas de agrofloresta e reflorestamento, além de serem responsáveis pela construção dos viveiros e cultivo das mudas.
Nos próximos meses as atividades serão de plantio e manejo das áreas de agrofloresta e reflorestamento, oficinas para orientação na elaboração dos empreendimentos e preparo para para o encontro final, que deverá acontecer em abril.
Nos próximos meses as atividades serão de plantio e manejo das áreas de agrofloresta e reflorestamento, oficinas para orientação na elaboração dos empreendimentos e preparo para para o encontro final, que deverá acontecer em abril.
Thursday, August 15, 2013
Oficina de Culinária e Noite Artística
A noite artística aconteceu durante o curso
Agentes Ambientais e Desenvolvimento de 02 a 05 de Julho e foi muito interessante. Começamos à
tarde com as preparações de dois pratos típicos – um prato italiano e um prato
guarani. Decidimos fazer tiramisú – uma típica sobremesa italiana, conhecida
também em toda a Europa.
As meninas guaranis fizeram o mbjape, tradicional e gostoso bolo, que é preparado basicamente com água, óleo, farinha e fermento e logo em seguida é amassado e assado em chapa quente, preferencialmente no meio das brasas no fogão a lenha ou no fogo de chão.
Com ajuda
dos participantes do curso terminamos o trabalho muito rapidamente. Faltou só
esperar a janta para experimentar os pratos. Todos gostaram muito do tiramisú e
dos deliciosos mbjapes com mel.
Com barrigas cheias começamos a noite artística - a noite de canto e alegria durante a qual tanto o pessoal de Outro Olhar quanto os meninos guaranis cantaram e tocaram juntos.
Compartilhamos também a receita do verdadeiro Tiramisú:
INGREDIENTES
·
200ml de café sem açúcar bem forte
·
4 claras
·
30ml de água
·
90g de açúcar
·
350g de queijo mascarpone
·
4 gemas
·
360 g de biscoitos champanhe
·
100 ml de licor amaretto ou vinho
marsala seco
·
300 g de chocolate meio-amargo em
raspas
·
Cacau em pó
MODO DE PREPARO
1. Prepare o café e deixe esfriar
2.
Bata as claras em
neve na batedeira
3. Leve ao fogo a água e o açúcar e deixe ferver por,
no máximo, 3 minutos
4.
Despeje a calda em
fio sobre as claras batidas e bata até esfriar
5. Em uma vasilha, misture o queijo e as gemas
6.
Quando o creme
estiver liso, acrescente-o sobre o merengue e misture bem
7. Embeba os biscoitos levemente no café misturado com
o vinho (ou o licor) e disponha uma primeira camada no fundo da fôrma
refratária
8.
Cubra com uma
camada do creme e por cima cubra com as raspas de chocolate
9.
Repita a operação
mas ao invéz de raspas de chocolate polvilhe o cacau peneirado e deixe gelar
até o dia seguinte
Por Gianmaria e Magda
SVE - Joint
Monday, August 12, 2013
Grupo Produtivo Aldeia Rio d'Areia
No dia 06 de agosto estivemos na
aldeia Rio da Areia- Inácio Martins- PR para a realização de oficina de manejo
e plantio de espécies medicinas. Inicialmente realizamos uma conversa na escola
com famílias, alunos e professores sobre meio ambiente, coleta de lixo e
compostagem a fim de sensibilizar para a necessidade de preservação ambiental,
onde entregamos 50 mudas de árvores frutíferas nativas de espécies variadas.
Logo em seguida no início da tarde fomos até a propriedade da família que irá produzir espécies medicinais que posteriormente será extraído o óleo.
O técnico florestal Luiz orientou
a todos sobre o processo de manejo do local e das plantas medicinais.
Preparamos o solo e plantamos um
canteiro de camomilas, na sequência preparamos o horto para receberem as
estaquias de alecrim, que foram preparadas com entusiasmo.Thursday, July 25, 2013
Construção viveiro na aldeia Ocoy
Nos dias 04 e 05 de Julho o pessoal da Outro Olhar esteve em
Tekoha Ocoy com o objetivo de construir um viveiro.
Depois de muito trabalho e, sobretudo através da ajuda dos jovens e integrantes
do curso de agentes ambientais e Formando em Rede e demais pessoas da aldeia, o
viveiro foi parcialmente construído.
No primeiro dia o pessoal da Outro Olhar e alguns jovens da
aldeia foram procurar e cortar no meio do mato varas de bambu, ótimo para construir
pela sua resistência e beleza.
O segundo dia foi muito mais trabalhoso. Para começar todos
ajudaram na limpeza de uma área de terra onde seria construído o viveiro.
Depois disto, começou a construção do viveiro. Trabalhou-se
o dia inteiro de manhã até à tarde, só se fez um intervalo para almoçar.
Diga-se de passagem, um banquete, onde foi doado e servido peixe assado e
reviro muito saborosos, preparado pelas jovens da comunidade, que também fazem
parte dos cursos. Nós contribuímos com pães, sucos e frutas. Sem dúvida um
momento de partilha muito significativo para todos.
Depois de muitas horas de cansaço e suor embaixo do sol e
escutando as orientações do Luis, o técnico florestal da Outro Olhar, o viveiro
teve seus primeiros arcos erguidos. A
comunidade ficou com a tarefa de finalizar os arcos e na próxima visita
ajudaremos a erguer a lona plástica e construir a bancada.
Foi um dia muito produtivo e agradável, que demostrou que
através do trabalho em grupo/equipe, com a participação de todos, podemos obter
grandes conquistas, como por exemplo, a construção de um viveiro num só dia.
A Outro Olhar agradece a ajuda, empenho e a participação
ativa e numerosa principalmente dos jovens de Tekoha Ocoy nestes dias muito
produtivos.
Luglio 2013
Monday, June 17, 2013
Convite para a peça teatral "O menino arco-íris"
Os membros
do grupo artístico da
Limeira “Mbya encenando” e a Outro Olhar convidam todos para a pré estreia da peça teatral “O menino arco-íris”. A
estreia vai acontecer na aldeia de Limeira, município
de Entre Rios- SC durante o curso “Magia
das Plantas: Gestão do Empreendimento e Comercialização” que vai ser realizado
entre os dias 25 e 28 de Junho de 2013.
Junho 2013
Construção do Viveiro Aldeia Limeira
Os integrantes do Projeto Tekoha Sustentável e Ambiente Inteiro participaram, no dia 13 junho de 2013, de oficina organizada pela equipe Técnica da Outro Olhar, na aldeia de Limeira.
A atividade prática serviu para dar início à implantação do viveiro para o cultivo de espécies nativas e plantas medicinas na própria aldeia.
O grupo juntamente com equipe técnica da Outro Olhar definiu o local, será contruindo junto a horta de medicinais, e após orientações técnicas demarcaram a área do viveiro. Também receberam orientações para a construção de uma rede de drenagem, para evitar o acúmulo de água, e para proteger contra o ataque de fungos e outras doenças.Nas imagens abaixo um "croqui" com a ideia de como o viveiro está sendo elaborado.
Por Equipe Técnica Outro Olhar
Peça teatral na aldeia de Limeira: "O menino Arco-Iris"
Entre os dias 11 e 13 do Junho a
Outro Olhar esteve na aldeia de Limeira, município de Entre Rios na região oeste
de Santa Catarina. Gianmaria e Magda, os dois voluntários europeus, trabalharam
com o grupo artístico Mbyá Encenando, um grupo composto por meninos e meninas
entre dez e quinze anos de idade com objetivo de criar uma peça teatral sobre
uma história escolhida pelo grupo. “O menino arco-íris” é o título da peça que
o grupo artístico decidiu representar. A peça está composta por seis cenas,
cada uma ambientada num diferente espaço da aldeia.
A cenografia, muito linda e
composta por desenhos de plantas, animais e objetos típicos utilizados na
aldeia (como arcos, flechas, cestas e instrumentos musicais) já estava feita
pelos meninos. Só faltava o arco íris, que portanto foi desenhado e colorido
no primeiro dia.
Depois das apresentações e de
alguns “jogos teatrais” começaram os ensaios. Trabalhamos muito, de manhã e a tarde e, depois de tanto trabalho e de muitos
ensaios, a peça foi acabada. O grupo empenhou-se muito e participou com interesse
e, não obstante a timidez de alguns deles, o resultado foi muito positivo.
A peça será representada durante
o curso sobre as plantas medicinais, que será entre o 25 e 28 do Junho na
aldeia Limeira
Por Gianmaria Vavassori
– SVE – Joint
Guarapuava – PR, Junho
de 2013
Tuesday, May 28, 2013
Atividades de sensibilização Projeto Tekoha Sustentável
O projeto Tekoha Sustentável está sendo desenvolvido diretamente nas aldeias de Limeira/SC, Lebre/ PR e Ocoi/PR, com a implementação de áreas de reflorestamento e agrofloresta e indiretamente nas aldeias de Koē Ju Porã/PR e Nhengatu/SC, com a participação de representantes no curso de Agentes Ambientais, que envolvem 16 jovens destas aldeias. O projeto busca além das áreas de reflorestamento a sensibilização e conscientização ambiental de forma sustentável, na busca por novas soluções e alternativas para a melhoria da qualidade de vida das famílias que residem na comunidade, que consequentemente irão refletir para as futuras gerações.
Nas aldeias de Limeira/SC, Lebre/PR e Ocoi/PR estão sendo organizadas algumas atividades de sensibilização juntamente com as escolas. Tais atividades buscam envolver os estudantes e comunidade em geral na abordagem de temas sobre o meio ambiente e questões ligadas à sustentabilidade. Estas atividades vão desde elaboração de desenhos, gravação de vídeos, de gincanas e jogos com temas voltados ao meio ambiente, plantio de árvores, entre outros.
Para iniciar as atividades de sensibilização foram realizados vídeo de apresentação onde os estudantes falam de si e mostram um pouco de sua comunidade.
Os vídeos foram feitos com alunos do 5º ano ao 8º ano da escola Carlos Alberto Cabreira Machado da aldeia Lebre, que após gravarem os vídeos de apresentação, realizaram passeio mostrando a aldeia e seu dia a dia. Os estudantes entenderam a lógica das atividades e sem um roteiro pré definido foram mostrando a natureza e o que ela oferece para eles na aldeia, desde os alimentos como a batata doce, a planta que oferece as contas de rosário muito utilizadas pelos guaranis na confecção de artesanato.
Confira no link abaixo a fala dos alunos de Lebre: http://youtu.be/U_CMp0UuDTQ
Já em Tekoha Ocoí a turma escolhida para fazer parte das atividades de sensibilização foi a do 8º ano e alguns alunos do 2º ano Ensino Médio na escola Teko Ñemoingo. No vídeo os estudantes falam de si, sobre o que mais gostam de fazer e de estudar fazendo menção a sua aldeia e sua cultura.
Abaixo o vídeo dos estudantes de Tekoha Ocoí: http://youtu.be/IkRaKQ-Cgro
No decorrer do projeto outras atividades serão realizadas e compartilhadas entre as aldeias e entre estudantes Italianos.
Por Equipe Outro Olhar
Thursday, May 16, 2013
Colorindo Minha Aldeia
Durante visita de apresentação do
projeto Ambiente Inteiro, realizada na aldeia de Kuaray Guatá Porã, fomos
agraciadas pelo colorido e beleza das pinturas ao redor da casa de cultura, que
está sendo utilizada pela comunidade como escola. Os desenhos foram feitos
pelos alunos sob orientação do professor de artes.
Nos desenhos foram retratados
animais, pássaros, flores, as árvores, as casas e muita imaginação dos alunos,
que aproveitaram para manisfestar nas paredes entorno da casa, as belezas existentes na aldeia.
Mas além das belezas naturais,
nas pinturas muito mais do que uma
atividade de artes, conseguiram retratrar e registrar a harmonia e preocupação
com a natureza e o meio em que vivem.
A aldeia de Kuaray Guatá
Porã embeleza e enche os olhos de quem
a visita e agora ainda mais com a magia
do colorido da casa de cultura.
Novembro 2012
Participar bem diretinho não é só querer, é também pensar.
Eu gosto de escrever. Mais não é
escrever com fins literários, o meu é mais um anotar para lutar contra a minha
má memória. Estou com medo de esquecer, então o meu combate ao esquecimento é
ter sempre comigo uma caneta e pelo menos um pedaço de papel.
Quando estou de viagem tudo é
mais organizado e com uma caneta junto
levo uma agenda. Aqui no Brasil tenho duas agendas: uma, bem pequeninha,
para ela caber na bolsa ou no bolso, que sempre levo comigo e uma maior que é
aquela dos pensamentos da noite, antes de adormecer.
Muitas vezes nem as palavras
escritas nas agendas têm verdadeiro sentido, são mais descrições de imagens e
momentos que assim ficam lá congeladas sobre o papel, situações, nomes, números
e lembranças diferentes, flores secas, santinhos, publicidades e coisas, coisas
e coisas. Alguém poderia afirmar que gosto de acumular: infelizmente sim, sofro
desta doença moderna, acumúlo coisas sem um valor aparente para eu não
esquecer.
Antecipei esta premissa porque
foi mesmo uma das muitas frases lá numa
das minhas agendas que me deu vontade de começar escrever estas palavras.
Era o dia 11 de Outubro de 2012,
dia da visita na Aldeia Rio d’Areia, no município de Inácio Martins - PR (assim
aparece escrito lá na página da agenda). Um lugar lindo demais, um refúgio
mergulhado em milhões de nuances de verdes diferentes, que naquele dia, aos
meus olhos, pareciam como pintadas por causa da luz do sol estar atrás das nuvens, e do vento, bastante frio,
mexendo o mato sem uma regra.
Lá na minha página de agenda
encontro escrito o seguinte, depois da data e da localização:
URUKURE’A à Coruja.
PIRA à Peixe.
Comunicação como necessidade.
Participar bem direitinho não é só querer, é também pensar.”
Como já escrevi, frequentemente,
as palavras que aparecem na agenda não têm sentido aparente para ninguém que
não seja eu. Claro que com algumas informações relativas à situação e ao
contexto tudo pode se decodificar e esclarecer,
por isso, explicarei, que é para mim também uma boa maneira para reorganizar a
experiência.
As primeiras duas palavras urukure’a e pira, com as traduções em português, podem dar a ideia de
contextualização no espaço; a gente teve
um encontro com o cacique da Aldeia Rio d’Areia e outros moradores para
apresentar um projeto recém aprovado. O encontro foi numa sala da escola da
Aldeia e tinha lá alguns desenhos pendurados na parede com palavras em guarani
com tradução em português. Dessas palavras as duas anotadas chamaram a minha atenção,
coruja porque é um pássaro do qual gosto muito e peixe porque achei a palavra pira muito linda e simples, mais do que
peixe.
A frase relativa à comunicação
ficou na agenda porque a Silmara, apresentando as atividades do projeto, falou
da importância da comunicação, melhor ser partilhada, como meio para divulgar
os êxitos e para discutir as eventuais dificuldades. Acho também importante,
aliás, necessário, saber comunicar, comunicar para fazer conhecer e a fala da
Silmara deu-me inspiração para algumas atividades a ser desenvolvidas em
oficinas de formação no futuro.
Na terceira frase tem as palavras
do cacique da Aldeia comentando a proposta de participação no projeto. Achei o
conceito que ele exprimiu uma filosofia a compartilhar e lembrar, a ver com as
responsabilidades de cada um de se envolver nas situações da vida porque é bem
que para tomar decisões exista uma verdadeira vontade, que é preciso para levar
até ao fim o que se começa. Compartilho a visão do cacique, às vezes nunca
encontramos as palavras certas para exprimir um conceito até quando outras
pessoas, que tem uma visão semelhante, as comunicam, numa maneira tão simples e
concreta que sempre fico achando: porque nunca consegui falar do mesmo
jeito?!?
Obrigada ao cacique porque é
sempre um bom dia pra aprender e para descobrir pensamentos que talvez já
estejam na cabeça (sem repararmos)!
Por Simona
Barranca
Voluntaria SVE I
- Joint
Outubro 2012
A Aldeia Kuaray Guatá Porã
Tekoa Kuaray Guatá Porã oĩ Guaraqueçaba – PR py.
Tekoa ombo ypy Francisco Karai
Jejoko Timóteo a'e he ta rã kuery ou
a'e py 1986 j'ave Jypy'i Ikuai Campo de
aviação py ha'e gui ova Cerco Grande py,
teko oĩ ha'e Py aỹ peve.
Ha'e va'e yvy ombo ery kuaray
Guata Porã, ha'e py nhande keury ikuaĩ, tekoa py ikuai va'e mbya kuery memẽ.
Ay tekoa py ikuai 12 famílias a'e
52 pessoas a'ejavi vy. Ha'e py ikuai va'e kuery ojapo mba'e mõ porã ovende amã,
ha'e cesta básica funai ome'ẽ, ha'e omõgue omba'e apo jurua pe.
“a comunidade foi mudando com o passar dos anos, antes
cultivavam algumas plantas como milho, batata e fumo. A vida mudou bastante, em
algumas coisas melhorou. A comida hoje não é tão difícil de arrumar. Mas hoje é
difícil de manter os costumes, porque nós índios não temos mais a liberdade de
entrar tanto na casa de reza.”
Por Elisete Florentino e Gilson Thiago Florentino
A Aldeia Kuaray Guatá Porã está
localizada no município de Guaraqueçaba no litoral do Paraná. A
história da aldeia começa com a chegada do senhor Francisco Karai Jejoko
Timóteo e sua família no ano de 1986, primeiro eles tentaram se estabelecer no
campo de aviação, depois mudaram para o cerco que hoje é a atual aldeia. O Sr.
Francisco se estabeleceu no Cerco Grande que ainda se encontra em situação jurídica
de identificação, tendo com documento a portaria 615, publicado em 12/06/2008
que compreende uma área de 201.891 hectares. A posse destas terras foi somente
oficializada pelo decreto municipal 640/2008, criado em 30 de novembro de 2008,
totalizando uma área de 27 hectarres. A
aldeia foi batizada de Kuaray Guatá Porã ali se desenvolve o ‘’Nhadereko’’-
Modo de ser Guarani. Os guaranis que vivem na aldeia e no litoral de Paranaguá,
identificam-se como mbyá, o mbyá foi traduzido como muita gente num só lugar.
Segundo
Dona Tereza Morinica,
Ela também
diz: “Meu pai era quem organizava as rezas e rituais, nós fazíamos o batismo
das crianças e também batismo do mel e milho”. Atualmente
vivem na comunidade cerca de 12 famílias, totalizando 52 pessoas, 17 mulheres,
11 homens e 24 crianças. A comunidade é coordenada por um cacique e por um
Xamõi. E sobrevivem da produção e venda de artesanato, extração e venda de
palmito, de benefícios assistenciais, como: doações de cestas básicas e bolsa
família, algumas pessoas trabalham fora da comunidade para não indígenas.
Kuaray Guatá Porã
Outubro 2012
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